Missão japonesa quer trazer à Terra amostras das luas de Marte pela primeira vez
Projeto da agência espacial japonesa Jaxa prevê explorar Fobos e Deimos, coletar material rochoso de uma das luas e analisar as amostras para investigar a origem dos satélites e a história do Sistema Solar.

Uma missão espacial japonesa pretende alcançar um marco inédito na exploração do Sistema Solar: coletar amostras de uma das luas de Marte e trazê-las de volta à Terra. A iniciativa, chamada Martian Moons eXploration (MMX), é conduzida pela Agência de Exploração Aeroespacial do Japão (Jaxa) e tem como principais alvos Fobos e Deimos, os dois satélites naturais do planeta vermelho.
A missão prevê o envio de uma espaçonave não tripulada para observar as duas luas de perto. O objetivo é registrar imagens detalhadas dos satélites e pousar em Fobos para recolher material rochoso de sua superfície. Caso todas as etapas sejam concluídas conforme o planejado, será a primeira vez que amostras de uma lua de Marte serão trazidas para análise na Terra.
A iniciativa representa uma oportunidade para ampliar o conhecimento científico sobre os satélites marcianos, cuja origem ainda desperta questionamentos entre pesquisadores.
Amostras podem revelar a origem das luas
Uma das principais metas da MMX é investigar como Fobos e Deimos se formaram. Uma das hipóteses científicas considera que os satélites podem ser asteroides capturados pela gravidade de Marte. Outra possibilidade é que tenham surgido a partir de material lançado ao espaço após um grande impacto no planeta.
A análise de amostras coletadas diretamente em Fobos poderá ajudar os cientistas a avaliar essas hipóteses e compreender melhor a composição dos dois corpos celestes.
O material também poderá fornecer pistas sobre a evolução de Marte e as condições existentes no Sistema Solar durante seus primeiros estágios de formação.
Exploração de Marte pode avançar
Além de contribuir para o estudo das luas marcianas, a missão poderá ampliar o conhecimento sobre o ambiente ao redor de Marte. Essas informações são importantes para o planejamento de futuras missões robóticas e, a longo prazo, para projetos de exploração humana do planeta.
A coleta e o transporte de amostras espaciais são operações complexas, que exigem precisão em diferentes etapas, desde a navegação até o pouso, a coleta do material e o retorno à Terra.
A expectativa divulgada para a missão é que a espaçonave chegue à região de Marte em agosto de 2027. Depois disso, deverá realizar as observações e operações previstas para a coleta das amostras e o retorno.
Se alcançar seus objetivos, a MMX poderá oferecer novos elementos para responder a questões sobre a formação das luas de Marte e a evolução dos corpos celestes que compõem o Sistema Solar.

