O Milagre da Multiplicação (ao Contrário): GDF Dá um “Check no Brilho” da Viação Pioneira
Prepare o bolso (ou melhor, o do contribuinte), porque a novela “Subsídio Meu Amor” ganhou um novo capítulo com a Portaria nº 29 da Secretaria de Transporte e Mobilidade, estrelada pela Viação Pioneira e o GDF
Em 26 de janeiro de 2026 – Redação
Sabe aquele seu amigo que te deve 10 reais, mas tenta te convencer que, na verdade, você é quem deve 5 a ele? Pois bem, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (SEMOB) resolveu fazer exatamente isso com a Viação Pioneira.
Em uma canetada épica do Secretário Zeno Gonçalves, o GDF decidiu que a Tarifa Técnica (aquele valor que ninguém vê, mas todo mundo paga via impostos) estava “gordinha demais”.
📉 A Dieta Forçada da Tarifa
A Pioneira achou que ia ganhar R$ 7,98 por passageiro a partir de março de 2025. O GDF olhou, fez um biquinho e disse: “Hum, achei caro. Vamos de R$ 7,79?”.
Parecem centavos de diferença, né? Mas multiplique isso pelos milhões de passageiros que atravessam o DF espremidos nos ônibus e você verá que a Pioneira perdeu o equivalente a muitas frotas de carros de luxo.
🤫 O Silêncio dos Inocentes (ou dos Concessionários)
O ponto mais irônico da Portaria? O trecho que diz: “CONSIDERANDO que a Concessionária não apresentou seu contraditório”. Ou seja, o governo disse que ia pagar menos e a Pioneira… não falou nada. Ficou no vácuo. No “visualizado e não respondido”. Provavelmente estavam ocupados demais tentando entender como o ar-condicionado de alguns ônibus consegue fazer barulho de turbina de avião e refrescar tanto quanto um hálito quente.
🕒 De Volta para o Futuro (e para o Passado)
Como se não bastasse, a portaria tem efeitos retroativos. Eles estão ajustando hoje o que pagaram em 2023 e 2024. É a contabilidade quântica de Brasília: o dinheiro já saiu, já entrou, já sumiu e agora o governo diz que o valor de dois anos atrás mudou hoje.
🤡 E você, passageiro?
Para você que acorda às 5h da manhã para pegar o ônibus no Gama ou em Santa Maria, a notícia é ótima: não muda absolutamente nada!
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A passagem continua o mesmo valor.
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O ônibus continua passando (ou não).
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E a Tarifa Técnica continua sendo aquele mistério matemático que só o GDF e as empresas fingem que entendem.
Moral da história: O governo economiza um trocado no subsídio, a empresa faz um “silêncio eloquente” e a gente continua aqui, torcendo para o ônibus não quebrar na subida do Colorado.


