O BALÉ DAS CADEIRAS NO TITANIC CANDANGO: ENTRE O CARGO SAGRADO E O POVO (ESQUECIDO)
Com Ibaneis na mira do “comum mortal” e Celina aquecendo a caneta, deputados distritais descobrem subitamente que o BRB tem problemas e que o povo, vejam só, vota
Em 26 de fevereiro de 2026 – Redação
Por: Um Observador Sarcástico de Plantão
A Praça dos Três Poderes nunca viu um ensaio de “pulo do barco” tão sincronizado. O clima na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) lembra muito aquele final de festa de casamento: o buffet (GDF) está acabando, o noivo (Ibaneis Rocha) já está de saída para o aeroporto e os convidados (distritais) estão decidindo se pegam os docinhos escondidos ou se fingem que nem conheciam o anfitrião para não dividir a conta.
O Fantasma do Foro e a Síndrome de Estocolmo do BRB
O dilema é de uma profundidade filosófica de dar inveja a Aristóteles. De um lado, o amor incondicional pelos cargos comissionados e as benesses do governo. Do outro, a realidade cruel: Ibaneis pode estar de saída e, sem o manto protetor do foro privilegiado, o ex-todo-poderoso volta a ser um cidadão que precisa explicar por que o BRB virou o “banco da alegria” de uns poucos, enquanto o povo amarga as taxas e os desmandos.
Defender o BRB agora é como abraçar um cacto: dói, mas alguns deputados ainda acham que o espinho vale a pena se o cargo for confortável o suficiente.
A Dança de Celina: Herdeira ou Faxineira?
No meio desse furacão, surge Celina Leão. A grande dúvida que tira o sono dos parlamentares é: Celina vai manter o “pacote de bondades” do antecessor ou vai dar um reset no sistema, mandando os apadrinhados para a fila do Cine/Trabalho?
Os deputados estão naquele flerte perigoso. Querem o apoio dela, mas têm medo de que os acordos de Ibaneis tenham data de validade vencida. É a política do “beija a mão de quem chega, mas chuta a canela de quem sai”.
O Salto Ornamental: Manzoni, Viana e Morro da Cruz
A medalha de ouro em “Acordei com Consciência Social” vai para o trio de ferro: Thiago Manzoni, Jorge Viana e Rogério Morro da Cruz.
Dizem as más línguas (e as boas também) que eles já estão com o colete salva-vidas por baixo do terno. A ameaça de “pular do barco” é o movimento clássico do parlamentar brasiliense:
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Sente o cheiro de queimado no Palácio.
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Descobre, num estalo de lucidez, que o povo está bravo.
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Faz um discurso inflamado sobre “independência”, enquanto a mão ainda segura a maçaneta da secretaria indicada.
É bonito de ver. É quase poesia, se não fosse tragédia.
Conclusão
Enquanto o BRB tenta se equilibrar entre as planilhas e as polêmicas, e Ibaneis prepara o terreno para sua vida “sem foro”, os distritais seguem no maior exercício aeróbico do ano: o agachamento para manter o cargo e o salto para longe do incêndio. No final, como sempre, o brasiliense assiste a tudo da arquibancada, pagando o ingresso mais caro do mundo. Espero que não repita o voto nos que ainda se manterem no barco furado de apoiar o BRB/Master.


