Análise de Nominata para Distrital – MOBILIZA (PMN) 33
O Blog do Candango traz uma análise sobre as possíveis nominatas para deputados distritais, elencando quem se encontra na data de hoje no partido, quem saiu e quem poderá entrar. Hoje a bola da vez é MOBILIZA – PMN
Em 20 de janeiro de 2026 – Redação
Mobiliza-DF: O “Open Bar” de Legenda onde Ninguém é de Ninguém
Sem caciques e sem patrulha, partido vira o refúgio dos testados nas urnas que cansaram de carregar piano para os outros
Se você é daqueles que acredita em fidelidade partidária ou em “projeto de governo unificado”, sinto informar: você está no lugar errado. O Mobiliza (o eterno PMN) no Distrito Federal decidiu que, em 2026, a única ideologia válida é o coeficiente eleitoral. O partido montou uma vitrine onde o candidato tem liberdade total. Quer apoiar o Lula? Pode. Quer ir de Bolsonaro? Fique à vontade. Quer apoiar a Celina, Paula Belmonte, Arruda ou o Padeiro da Esquina para o Buriti? O partido não quer saber.
A regra é clara: traga seus votos, e nós te damos a legenda. No Mobiliza, a autonomia é tão grande que os candidatos mal precisam se cumprimentar no corredor. É cada um por si, e a legenda por todos.
O Convite aos Inteligentes: A “Barca” está de Saída
Para quem tem faro político e não quer virar “escada” em federações gigantes, o recado está dado. Nomes como Delegado Fernando Fernandes, Camargo Minha Capital, Wilson Amigão, Dr. Gutemberg, Bispo Renato, Telma Rufino, ST Geraldo Alves e Julia Lucy se forem inteligentes e souberem ler uma planilha de votos, já deveriam estar com a ficha de filiação na mão.
Por que se sacrificar em partidos cheios de “donos” se você pode ser o dono da sua própria vaga no Mobiliza? Para quem já tem estrada e voto consolidado, o partido não é apenas uma opção; é o único caminho onde 5 ou 10 mil votos não desaparecem no ralo do partido alheio, e qualquer votação acima de 10 mil pode te fazer deputado (a).
O Ringue de Prata: Ninguém é Favorito
O grande charme da nominata do Mobiliza é que ela é um território “sem dono”. A briga é no detalhe, e o elenco atual parece um episódio de “Os Mercenários” da política local:
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Tabanez: O homem da segurança que vive no corpo a corpo. Já mostrou que tem fôlego, mas agora terá que provar que sua munição eleitoral é suficiente para não virar alvo dos próprios colegas de chapa.
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Reginaldo Sardinha: O ex-distrital que tenta mostrar que ainda tem escamas para nadar no mar agitado da política. Conhece os atalhos, mas no Mobiliza ele não é o tubarão da última eleição.
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Raad: Um nome que ressurge com o peso do passado e a sede de futuro. Conhece as regras do jogo, mas sabe que aqui o recall precisa virar voto real na urna.
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Pedro do Ovo: O representante do varejo político. Se a política fosse uma feira, Pedro estaria com a barraca cheia. Resta saber se ele vai conseguir fazer o omelete sozinho.
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Letícia Sampaio: A presença que não está ali para cumprir cota. Letícia entra como o elemento de desequilíbrio, pronta para mostrar aos veteranos que renovação também se faz com voto.
A Matemática da Sobrevivência
A estratégia do Mobiliza é puramente aritmética. Para quem já superou a barreira dos 5 mil votos, o partido é o melhor negócio do DF. Se o grupo conseguir atrair mais dois ou três nomes desse “primeiro escalão de votos” (como os citados acima), a nominata deixa de ser uma promessa para virar uma realidade de 2 cadeiras e se quatro desses conseguirem ler leva 3 cadeiras na Câmara Legislativa.
O recado para 2026 é um salve-se quem puder planejado. Em um cenário onde as federações gigantes se tornaram máquinas de moer gente, o Mobiliza se apresenta como a balsa de salvamento de luxo. Se a chapa consolidar, quem ri por último é quem garantiu a vaga sem ter que pedir benção para nenhum “cacique” de plantão e apoiando quem você quiser.

