Não tem “galantia”: o isolamento injusto de Pábio Mossoró e a ingratidão política em Valparaíso

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Por: Alex Blau Blau

 

Em Valparaíso de Goiás, o cenário político que se desenha entre o fim de 2025 e o início de 2026 revela mais do que simples rearranjos partidários: expõe a falta de reconhecimento e lealdade com quem ajudou a construir vitórias eleitorais. O nome no centro dessa equação é o de Pábio Mossoró, ex-prefeito, atual secretário do Entorno e pré-candidato a deputado federal.

Pábio não foi apenas um apoiador circunstancial. Foi protagonista direto na consolidação política que levou Marcus Vinícius à Prefeitura e Dra. Zeli à Assembleia Legislativa. Em eventos, inaugurações e agendas públicas, sempre esteve presente, fortalecendo nomes, abrindo caminhos e sustentando alianças. A história recente de Valparaíso registra isso sem esforço.

No entanto, o que se vê agora é um distanciamento silencioso, porém evidente. Pessoas ligadas à antiga gestão relatam um tratamento frio e até constrangedor por parte da administração atual. Nas redes sociais, o apagamento é claro: sumiram fotos, menções e registros institucionais que antes eram frequentes. Um silêncio que fala alto.

A viagem à China, que simbolizava articulação política e fortalecimento institucional, hoje parece não ter dado garantia sequer do básico: reconhecimento. A promessa implícita de continuidade deu lugar a um comportamento que muitos classificam como ingratidão política.

Enquanto isso, Pábio Mossoró segue trabalhando. À frente da Secretaria do Entorno, tem promovido integração regional, fortalecido o diálogo com o Governo de Goiás e entregue resultados percebidos pela população. Seu trabalho político segue sendo reconhecido por prefeitos, lideranças e cidadãos da região.

Em Valparaíso, cresce a percepção de que Pábio está sendo injustamente deixado de lado por aqueles que ajudou a eleger. Muitos afirmam abertamente que o apoiariam em qualquer projeto político que venha a disputar, independentemente de siglas ou cargos.

Diferente de outros atores que já demonstram instabilidade e mudança de discurso, Pábio permanece fiel ao governador Ronaldo Caiado, mesmo em um cenário onde parte do grupo político parece recalcular rotas conforme interesses momentâneos.

O que se vê, portanto, não é o enfraquecimento de Pábio Mossoró, mas sim o desgaste moral de quem escolheu virar as costas para quem esteve presente quando mais precisaram.

Em Valparaíso, a leitura é clara: pode até faltar “galantia” nos acordos políticos, mas sobra memória popular para reconhecer quem sempre esteve do mesmo lado.

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