Manual de Etiqueta Parlamentar (Edição: “Minha Mãe não é Gabinete”)

Entre expulsar jornalistas e atacar genitoras alheias, o parlamentar mostra que a etiqueta na CLDF anda mais baixa que o nível do reservatório em tempo de seca

Em 25 de fevereiro de 2026 – Redação

Parece que o clima na CLDF (Câmara Legislativa do Distrito Federal) ontem estava mais quente que o asfalto do Eixão ao meio-dia. O nosso ilustre Deputado Wellington Luís (MDB/DF) resolveu dar um show de “diplomacia” que faria qualquer lorde inglês pedir demissão por vergonha alheia.

O Round 1: “Sai daqui que eu quero brilhar”

Primeiro, o alvo foi a imprensa, ou melhor o jornalista Vitório, que responde pela alcunha de CB Vitório. O deputado, em um momento de pura inspiração democrática, resolveu que a presença de um jornalista estava atrapalhando a harmonia cósmica do recinto e mandou o rapaz “pastar” (ou melhor, ser expulso). É aquela velha tática: se a pergunta incomoda, se tem matéria desfavorável a gente não responde, a gente remove o perguntador. Prático, não?

O Round 2: A Sagrada Genitora

Mas o Grand Finale veio depois. No auge da sua eloquência parlamentar, Wellington decidiu que o debate político estava técnico demais e resolveu levar a discussão para o campo da árvore genealógica. Ofender a mãe de um (a) cidadão ou cidadã da tribuna é, sem dúvida, o ápice da estratégia legislativa.

Vejamos os pontos falhos dessa tática:

  1. Logística: A mãe do cidadão não vota na tribuna, não assina projeto de lei e, provavelmente, está em casa querendo que o filho chegue cedo para o jantar, sem precisar ouvir desaforo de quem ganha para legislar.

  2. Regra de Ouro do Boteco (e da Vida): Existe um código universal, que vai do morro à elite, que diz: MÃE É SAGRADA. Você pode questionar o projeto, a verba, o terno e até o corte de cabelo do adversário, mas a genitora? Aí você não está no Parlamento, está na quinta série C, na hora do recreio.

Conclusão: “Acalme no Café, Deputado”

Alguém precisa avisar ao deputado que o microfone da tribuna serve para projetar ideias, não para projetar recalque familiar. Expulsar jornalista e xingar mãe é o “combo completo” do desequilíbrio.

Fica a dica: na próxima vez que o sangue subir, tente um chá de camomila ou um curso rápido de “Como não ser o vilão de filme de sessão da tarde”. Afinal, a gente paga o salário dele para ele cuidar das leis, não para ele atuar como o “valentão do pátio”. Ficou feio viu deputado!!!!

Imagem gerada de IA

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