Análise de Nominata para Distrital – Republicanos

O Blog do Candango traz uma análise sobre as possíveis nominatas para deputados distritais, elencando quem se encontra na data de hoje no partido, quem saiu e quem poderá entrar. Hoje a bola da vez é Partido Republicanos

Em 12 de janeiro de 2026 – Redação

Republicanos DF: O Navio que tem Capitães e quase nenhum Marinheiro

  1. O Excesso de “Caciques” (Os Cabeças)

Quando você tem nomes como Martins Machado (que tem uma base religiosa fortíssima e fiel) e Rodrigo Delmasso (com grande capilaridade e recall de secretaria), a nota de corte interna sobe muito.

  • Jane Klébia chega com o peso de mandato e votação expressiva na região norte, ou seja, briga de foice no escuro dentro de um elevador de cristal.
  • Renata D’Aguiar, Fernando Fernandes e Bispo Renato são nomes que, sozinhos, buscam entre 10 mil e 20 mil votos.
  1. A Síndrome do “Só Tem Cacique”

    O problema de convidar Fernando Fernandes, Bispo Renato e Renata D’Aguiar para o mesmo baile é que ninguém quer ser o par. Todo mundo quer ser o DJ. A estratégia é curiosa: o partido está tentando colecionar “Vingadores”, mas esqueceu que, se não tiver os figurantes para apanhar no fundo da cena, o filme não tem duração suficiente para chegar ao quociente eleitoral de eleger todos.

  2. O Problema da Falta de “Corpos”

Em uma eleição proporcional, o quociente eleitoral é o que manda. Para o partido eleger 3 ou 4 deputados distritais, ele precisa de uma massa de candidatos que somem de 2.000 a 5.000 votos cada.

  • O Risco: Candidatos médios e pequenos fogem dessa nominata porque sabem que servem apenas para “ajudar a eleger os gigantes” sem ter chance real de vitória.
  • A Consequência: Se o partido não consegue preencher as vagas de 30% de cota de gênero com candidaturas viáveis ou se os “corpos” migrarem para partidos menores onde a nota de corte é mais baixa (o “rabo de nominata”), os “cabeças” podem acabar se canibalizando.
  1. 4. O Caso TC Michello

    O Tenente-Coronel Michello é um exemplo clássico de quem está avaliando o custo-benefício. Na Segurança Pública, ele disputa votos com outros nomes fortes. O Michello está certo em flertar com todo mundo. Ele olha para essa nominata do Republicanos e se sente um sobrevivente do Titanic: “Tem muita joia aqui, mas não tem bote salva-vidas para todo mundo”. Se ele entrar no Republicanos, corre o risco de ter 15 mil votos e não ser eleito, enquanto em um partido menor, com essa mesma votação, ele poderia ser o primeiro da lista.

     

  2. Resumo do Cenário

O Republicanos corre o risco de ficar “pesado em cima e vazio embaixo”. Se a nominata não tiver candidatos que somem os votos de legenda e os votos periféricos, o quociente eleitoral do partido pode não ser suficiente para garantir cadeiras para todos esses nomes de peso citados.

É a famosa “Nominata Harakiri”. O partido corre o risco de ter uma votação total estratosférica, mas uma nota de corte tão alta que vai deixar nomes de 20 mil votos chorando na calçada enquanto um “azarado” de um partido nanico se elege com 10 mil votos.

Eles estão montando um time de basquete onde todo mundo tem 2,10m de altura: é lindo de ver, mas ninguém consegue se abaixar para pegar a bola que caiu no chão. No final, o Republicanos pode descobrir da pior forma que muito brilho junto acaba cegando o eleitor (e o partido).

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