Análise de Nominata para Distrital – PL

O Blog do Candango traz uma análise sobre as possíveis nominatas para deputados distritais, elencando quem se encontra na data de hoje no partido, quem saiu e quem poderá entrar. Hoje a bola da vez é o Partido Liberal – PL

Em 07 de janeiro de 2026 – Redação

1. O Clube dos Três Mosqueteiros (Sem D’Artagnan)

Com a saída de Daniel Donizet (que levou consigo a bancada pet friendly para o MDB), a subida de Thiago Manzoni para a disputa federal, a procura de Sardinha e Bispo Renato por outro partido e a indecisão de Agaciel Mais, o PL distrital virou um condomínio de três torres:

  • Joaquim Roriz Neto: O herdeiro do “rorizismo”, que carrega o sobrenome como se fosse um escudo sagrado. Ele é a prova de que, no DF, o asfalto pode até envelhecer, mas o nome Roriz ainda tem garantia de fábrica.

  • Roosevelt Vilela: O representante das fardas que, se a nominata fosse um quartel, seria o único a saber onde estão as chaves do portão. Ele é a segurança (literalmente) de que o partido ainda tem pé nas corporações.

  • Eduardo Torres: O “cunhado da nação”. Sua candidatura é o termômetro do Michellismo. Se ele for bem, a família celebra; se não, ele sempre poderá dizer que estava apenas tirando as fotos oficiais da campanha (já que é fotógrafo).

2. A Síndrome do “Deserto de Capilaridade”

A saída de Manzoni para a Federal e de Donizet para outro ninho deixou a nominata distrital com menos capilaridade que um boneco de posto no auge da seca de Brasília. Sem nomes de peso nas RAs (Regiões Administrativas) para puxar voto, o PL agora corre o risco de virar um “partido boutique”: tem grife, tem sobrenome, tem farda, mas falta o “povo da biqueira” da política que gasta sola de sapato na feira permanente.

3. A Escada Rolante de Agaciel

Agaciel Maia é o mestre da engenharia política: ele não sobe degraus, ele instala uma escada rolante. Prometeu vir como Federal porque, convenhamos, a CLDF já ficou pequena para quem conhece as engrenagens do poder desde quando o asfalto do Eixo Monumental ainda estava secando.

4. O Desfile de Despedidas: Sardinha e Bispo Renato

“A nominata do PL está parecendo festa de final de ano: todo mundo se abraça, mas já está pensando em onde vai passar o carnaval. Sardinha pegou o ‘bonde do PMN’, provavelmente em busca de um quociente eleitoral que não exija um milagre bíblico. Já o Bispo Renato está naquele momento ‘solteiro no Tinder político’: procurando um partido que o aceite como ele é, de preferência um que tenha uma bancada evangélica forte e pouca concorrência interna. Eles saem e levam consigo aqueles votos ‘de nicho’ que faziam a alegria da legenda.”

5. O Dilema de Daniel de Castro: “Fiel a Leoa ou ao 22?”

“A grande aposta de ‘reforço’ é o Daniel de Castro, mas há controvérsias. Ele é o homem de confiança no governo, mas sair do PP de Celina Leão para o PL de Bolsonaro é como trocar de religião na semana da Páscoa. Se ele for para o PL, vira o ‘salvador da pátria’ da nominata distrital. Mas a dúvida permanece: será que ele troca a segurança do ‘Progressismo’ da Vice-Governadora pelas incertezas da ‘Direita Raiz’ do PL? No DF, fidelidade partidária é igual a trânsito na Tesourinha: você acha que está indo para um lado, mas de repente deu um 360 e voltou para o mesmo lugar.”

6. O Dilema do Coeficiente no PL

Sem os “puxadores de voto” que migraram ou subiram de categoria, a nominata do PL-DF em 2026 parece aquele grupo de WhatsApp que só tem administradores e nenhum membro comum. O risco é real: se Roriz Neto, Roosevelt e Eduardo não conseguirem carregar o piano sozinhos, o partido pode acabar elegendo menos gente do que o número de assessores que cada um deles tem hoje. É a política da “massa falida de votos”: muita expectativa ideológica e pouca realidade matemática.

O resto? O resto é torcer para que o Daniel de Castro resolva pular o muro ou que algum influenciador de direita com 1 milhão de seguidores resolva descobrir onde fica a Praça do Buriti.

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