Análise de Nominata para Distrital – MDB

O Blog do Candango traz uma análise sobre as possíveis nominatas para deputados distritais, elencando quem se encontra na data de hoje no partido, quem saiu e quem poderá entrar. Hoje a bola da vez é o MDB

Em 08 de janeiro de 2026 – Redação

O Reality Show: “Survivor MDB – Edição 2026”

1. O Congestionamento de Estrelas

A nominata do MDB está mais apertada que o Eixo Monumental às seis da tarde. Temos os “Donos da Casa” (Wellington Luiz, Hermeto, Iolando e Jaqueline Silva) que olham para o lado e veem o corredor cheio. O problema da matemática política é que ela é cruel: dois corpos não ocupam o mesmo quociente eleitoral. Para reeleger os quatro atuais e ainda dar posse aos secretários e administradores, o MDB precisaria que cada morador do DF votasse duas vezes no 15 — ou que Brasília subitamente ganhasse mais 20 cadeiras na CLDF por decreto divino.

2. O Camarote Real e o “Herdeiro”

Como se não bastasse a briga por espaço, entrou em campo o Filho do Homem. Mateus Rocha, o herdeiro de Ibaneis, circula pelo partido como quem olha o cardápio. Para os deputados com mandato, a presença do “Ibaneis Júnior” é como aquele convidado que chega na festa e todo mundo pergunta: “Ele vai querer o pedaço de bolo que era meu?”. Mesmo que ele não concorra, o sobrenome dele no partido pesa mais que o asfalto que o pai joga nas RAs.

3. A Revoada dos “Sem-Teto” (Eleitorais)

A lista de quem está com o pé no estribo para saltar do barco é nobre:

  • Cristiano Araújo: O homem do Turismo está percebendo que, no MDB, a viagem pode ser sem volta.

  • Gustavo Aires & Telma Rufino: Os Administradores (Cruzeiro e Arniqueiras) descobriram que administrar uma cidade é fácil; difícil é administrar o cotovelo dos colegas de partido na hora da foto.

  • Marcela Passamani: A Secretária de Justiça está aplicando a justiça própria: se não tem vaga, a lei é procurar outro abrigo.

4. O “Efeito Tabanez” (O Primeiro a Pular)

Tabanez, treinado em táticas de sobrevivência, já deu o grito de “gerônimo!”. Ele percebeu que ficar no MDB tentando vaga de distrital em 2026 é como tentar estacionar um SUV na garagem de um JK: simplesmente não cabe. Ele abriu a fila da debandada, e o rastro de poeira que ele deixou já está sendo seguido por outros.

5. A Profecia do Quociente

A conta é simples: se o MDB mantiver todo mundo, eles vão precisar de uns 400 mil votos. Como ninguém ali é o Superman das urnas, o partido corre o risco de virar uma “moedora de gente grande”. Político experiente é igual a gato: cai sempre de pé, mas só se tiver um muro (ou outro partido) por perto para pular.


Veredito: O MDB hoje é um ônibus de 40 lugares onde já tem 60 sentados e o motorista (Ibaneis) está convidando mais gente para subir. A janela partidária de 2026 não será uma janela, será uma saída de emergência, e entre Jaqueline Silva a mais votada deles em 2022 pelo AGIR, Iolando o mais votado do partido, Hermeto e Wellington, um deles ou dois poderão ficar na reserva em 2026.

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