Don Juan do Cerrado: o estelionatário do amor, o Volvo e o Pix da paixão

Sim, minha gente. Ele prometeu amor eterno, fingiu ser policial, disse que devia pro agiota e saiu com um carro de R$ 200 mil. E tudo isso ganhando R$ 1.600 líquidos como auxiliar administrativo. Se isso não é empreendedorismo emocional, eu não sei o que é

Em 28 de julho de 2025 – Redação

Prepare seu coração (e seu internet banking), porque essa história daria facilmente uma nova temporada de “Golpistas do Amor”, estrelando ele: João Aguimar de Oliveira Júnior, o Casanova do Cerrado, o Romeo de Ceilândia, o Policial Fake do Pix.

João, que até ontem ocupava um cargo comissionado na Administração Regional de Ceilândia, foi exonerado depois de aparecer mais nos boletins de ocorrência do que no ponto eletrônico. A denúncia? Golpe amoroso de deixar até o Tinder com vergonha.

A vítima, uma viúva de 45 anos, conheceu o príncipe encantado numa roda de amigos. O que parecia o início de uma história de amor virou uma novela da Record escrita pelo capeta. Com menos de dois meses de relacionamento, ela já tinha vendido uma casa de R$ 1,5 milhão, feito Pix atrás de Pix, e o galã já estava desfilando com um Volvo S60 T5 digno de político em campanha.

João, que também merece um Oscar por atuação dramática, alegou estar jurado de morte por um agiota. E como todo bom enredo de drama barato, usou o velho truque do “me ajuda que eu tô lascado”. Disse que devia R$ 130 mil e que seria executado se não pagasse. A vítima, no auge do amor e da ingenuidade, acreditou.

Como todo herói de tragédia romântica, o Don Juan sumia por dias, aparecia sujo e cansado, dizendo que estava com os capangas do agiota. Faltou só dizer que era missão da SWAT do Planalto Central. E a cada sumiço, mais Pix. No final, a dívida fake já batia a casa dos R$ 300 mil. Realismo mágico? Não. Apenas um bom roteiro de trambique.

O ápice do enredo veio com a venda da casa: uma pechincha amorosa que incluiu R$ 10 mil em espécie, uma chácara, três apartamentos, dois carros e uma lancha (sim, uma lancha. Em Brasília. Porque nada diz amor como navegar no Lago Paranoá com dinheiro dos outros).

O galanteador — que de romântico só tinha a cara de pau — vendeu parte dos bens, embolsou o carro de luxo e, claro, desapareceu do coração e da vida da vítima. Diante do prejuízo (financeiro e emocional), ela fez o que qualquer um faria: registrou BO e pediu medidas protetivas. Porque amor pode ser cego, mas o prejuízo é bem visível.

Resumo da novela:

  • Cargo comissionado de R$ 1.600/mês

  • Relacionamento de 45 dias

  • Dívida fake com agiota

  • Pix de R$ 26 mil

  • Venda de casa de R$ 1,5 milhão

  • Um Volvo de brinde

  • E o prêmio de “Trambique do Ano” vai para…

Moral da história: se o príncipe encantado aparecer suado, dizendo que deve pro agiota e pedindo Pix, não é amor. É golpe!
E lembre-se: o único risco real de morte nesse tipo de romance é da sua conta bancária.

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